Congresso mantém veto à criminalização das fake newsA jurista e mestre em Direito Penal Jacqueline Valles criticou a manutenção do veto, argumentando que a decisão não se sustenta tecnicamente. Segundo Valles, a expressão “promover ou financiar” já é amplamente utilizada em outros tipos penais e não causa insegurança jurídica. “Esses termos são comuns em diversas leis penais brasileiras, como as que tratam de crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e terrorismo e nunca causaram confusão alguma. A justificativa não tem base legal. É uma decisão meramente política”, afirma Jacqueline Valles.
A advogada criminalista ressalta que o Judiciário tem sido capaz de interpretar e aplicar esses termos de maneira eficaz. “A manutenção do veto não tem base técnica, é uma decisão política agora chancelada pelo Congresso Nacional também por opção política, porque desconsidera a eficácia já comprovada de termos semelhantes em outras áreas do direito penal brasileiro”, completa.